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Reprodução, Reprodução Humana, Embriologia.
 


Embriologia

 

Apesar dos progressos na fecundação humana em proveta, certas particularidades do desenvolvimento embrionário ainda não estão bem esclarecidas. Conhecer a idade exata de um embrião ou feto é praticamente impossível, pois raramente se consegue determinar o momento exato em que se deu a fecundação. Sabe-se, porém, que ocorre nas 24 horas depois da ovulação e, em média, nas mulheres que apresentam ciclos menstruais bem definidos, dá se freqüentemente no 14º dia após iniciado o último período menstrual.
 

A FORMAÇÃO DO EMBRIÃO

* Até estar completamente formado o embrião passa por diversas etapas: segmentação, blastulação, gastrulação, neurulação, e organogênese. 

* Blastômeros: São as primeiras células resultantes das sucessivas divisões mitóticas (segmentação ou clivagem) do zigoto. São células não especializadas que, na evolução embrionária, irão compor a mórula, a blástula, e a gástrula.

Veja mais em: A Formação do Embrião.
 

FECUNDAÇÃO

A Fecundação  ou fertilização é o processo que ocorre quando os gametas masculinos e femininos encontram-se e o espermatozóide penetra o óvulo. Quando isto acontece, os nucléolos dessas células haplóides (1n) fundem-se num só, formando a primeira célula diplóide (2n) do novo ser vivo, o ovo ou zigoto. 

Fecundação
Fecundação do óvulo

Ao penetrar o óvulo, o espermatozóide perde seu flagelo e passa a ser chamado pronúcleo masculino.

A união dos pronúcleos masculinos e femininos chama-se cariogamia ou anfimixia (do grego amphi, dois, mixis, mistura).
 

A PRIMEIRA SEMANA

SEGMENTAÇÃO ou CLIVAGEM DO ZIGOTO

  A clivagem consiste em repetidas divisões do zigoto, resultando em um rápido aumento do número de células. Primeiro, o zigoto se divide em duas células conhecidas como blastômeros; estas então se dividem em quatro blastômeros, oito blastômeros, e assim por diante. A clivagem normalmente ocorre enquanto o zigoto atravessa a tuba uterina, rumo ao útero. O zigoto ainda se encontra contido pela substância gelatinosa muito espessa, a zona pelúcida, deste modo, ocorre um aumento no número de células sem que aumente a massa citoplasmática. A divisão do zigoto em blastômeros começa cerca de 30 horas após a fertilização. Divisões subseqüentes vão se seguindo e formam blastômeros progressivamente menores. Os blastômeros mudam de forma e se alinham, apertando-se uns contra os outros para formar uma esfera compacta de células conhecida como mórula. Este fenômeno, chamado de compactação, é provavelmente mediado por glicoproteínas de adesão da superfície celular. A compactação permite uma maior interação célula-a-célula e constitui um pré-requisito para a segregação das células internas que formam o embrioblasto ou massa celular interna do blastocisto. A mórula (do latim, morus, amora), uma bola sólida de 12 ou mais blastômeros, é formada três dias após a fertilização e penetra no útero. Seu nome provém da sua semelhança com o fruto amoreira.

A SEGUNDA SEMANA

FORMAÇÃO DA BLÁSTULA E IMPLANTAÇÃO DO BLASTOCISTO

A blástula é o estágio de desenvolvimento embrionário em que, após sucessivas clivagens, centenas de células da mórula reorganizam-se agregadas e formam uma espécie de bola, com uma cavidade central repleta de líquido que denomina-se blastocele. Essas células formam uma camada celular chamada blastoderme.

Formação da blástula

A blástula sucede a mórula e antecede a gástrula. É, portanto, umas das primeiras fases de formação, antes que o embrião seja propriamente constituído. 

Não se sabe exatamente quanto tempo o óvulo gasta para atravessar a trompa (oviduto). Presume-se que esse tempo seja de três a quatro dias. No sexto dia da fecundação, o blastocisto “fixa-se” no endométrio do útero, iniciando a fase de implantação. Nessa fase, o embrião vive à custa do material difusível através do endométrio, uma vez que suas reservas nutritivas (vitelo) são mínimas. A implantação ocorre normalmente na parede posterior do corpo do útero, no espaço entre a abertura de glândulas do endométrio. Não é raro, porém, o blastocisto implantar-se em locais anormais, fora do corpo do útero. Em geral isso leva à morte do embrião, e a mãe sofre severa hemorragia durante o primeiro ou segundo mês de gestação.
 

SÚMULA DA IMPLANTAÇÃO

A implantação do blastocisto começa no fim da primeira semana e termina antes do final do segundo. O processo pode ser sumariado como se segue:

  1. A zona pelúcida  degenera (quinto dia). O desaparecimento da zona pelúcida resulta do aumento de tamanho do blastocisto e da degeneração causada por lise enzimática. As enzimas líticas são liberadas pelos acrossomos dos muitos espermatozóides que rodeiam e penetram parcialmente na zona pelúcida.

  2. O blastocisto se liga ao epitélio endometrial (sexto dia).

  3. O texofoblasto começa a se diferenciar em duas camadas, o suncicioblasto e o citotrofoblasto (sétimo dia).

  4. O sincíciotrofiblasto evade os tecidos endometriais (capilares, glândulas, estroma) e o blastocisto começa a se implantar no endométrio (oitavo dia).

  5. Aparecem no sinciciotrofoblasto lacunas repletas de sangue (novo dia)

  6. O blastocisto penetra abaixo do epitélio endometrial

  7. Redes lacunares são formadas pela fusão de lacunas adjacentes (décimo e décimo primeiro dias).

  8. O sinciciotrofoblasto continua a erodir vasos sanguíneos endometriais, fazendo com que o sangue materno flua para fora das redes lacunares, e se estabelece, assim, uma circulação uteroplacentária primitiva. (décimo primeiro e décimo segundo dias)

  9. A falha no epitélio endometrial desaparece gradualmente, enquanto o epitélio superficial se regenera. (décimo segundo e décimo terceiro dias).

  10.  Desenvolvem-se as vilosidades coriônicas primárias (décimo terceiro e décimo quarto dias).

 

A TERCEIRA SEMANA

Este é o inicio do período embrionário, que termina ao final da oitava semana. O rápido desenvolvimento do embrião a partir do disco embrionário, como resultado de numerosos eventos morfogenéticos, é caracterizado pela formação da linha primitiva, da notocorda e de três camadas germinativas a partir dos quais todos os tecidos e órgãos embrionários se desenvolvem. 

 

NEURULAÇÃO

Aos processos envolvidos na formação da placa neural, das pregas neurais e no fechamento delas para formar o tubo neural dá-se o nome de neurulação. Estes processos estão completados pelo fim da quarta semana, quando ocorre o fechamento do neurósporo caudal. Durante a neurulação, o embrião pode ser chamado de neurula.



Escrito por Plinio Jaime 3° às 01h19
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FORMAÇÃO DO TUBO NEURAL: A placa neural aparece como espaçamento do ectoderma embrionário localizado cefalicamente em relação ao nó primitivo. A placa neural é induzida a formar-se pela notocorda em desenvolvimento e pelo mesênquima adjacente. Um sulco neural, longitudinal, desenvolve-se na placa neural; o sulco neural ladeado pelas pregas neurais, que se juntam e se fundem para originar o tubo neural. O desenvolvimento da placa neural e seu dobramento para formar o tubo neural é chamado neurulação.

FORMAÇÃO DA CRISTA NEURAL: Com a fusão das pregas neurais para formar o tubo neural, células neuroctodérmicas migram ventrolateralmente para constituir a crista neural, entre o ectoderma superficial e o tubo neural. A crista neural logo se divide em duas massas que dão origem aos gânglios sensitivos dos nervos cranianos e espinhas. Outras células da crista neural migram do tubo neural e dão origem a varias estruturas. 
 

DA QUARTA À OITAVA SEMANA

Essas cinco semanas constituem a maior parte do período embrionário, que se estende da terceira a oitava semana. Durante estas cinco semanas, que representam a maior parte do período embrionário, os principais órgãos e sistemas do corpo são formados a partir das três camadas germinativas. No inicio da quarta semana, as dobras nos planos mediano e horizontal convertem o disco embrionário achatado em um embrião cilíndrico em forma de “C”. a formação das dobras cefálica caudal e laterais constitui uma seqüência contínua de eventos que resultam numa constrição entre o embrião e o saco vitelino. Durante o dobramento, a parte dorsal do saco vitelino é incorporado pelo embrião e dá origem ao intestino primitivo. Quando a região da cabeça se dobra ventralmente, parte do saco vitelino é incorporado pela cabeça embrionária em desenvolvimento como o intestino anterior. O dobramento da região da cabeça também faz com que a membrana orofaríngea e o coração sejam deslocados ventralmente, e que o encéfalo em desenvolvimento se transforme na parte mais cefálica do embrião.

Quarta semana de gravidez
Quarta semana de gestação

Enquanto a região caudal se dobra ventralmente, uma parte do saco vitelino é incorporada à extremidade caudal do embrião, compondo o intestino posterior. A porção terminal do intestino posterior expande-se para constituir a cloaca. O dobramento da região caudal também resulta na membrana cloacal, na alantóide, e no deslocamento do pedículo do embrião para a superfície ventral dele.

O dobramento do embrião no plano horizontal incorpora parte do saco vitelino como intestino médio. O saco vitelino permanece ligado ao intestino médio por um estreito ducto vitelino. Durante o dobramento no plano horizontal, Formam-se os primórdios das paredes laterais e ventral do corpo.

Ao se expandir, o âmnio envolve o pedículo do embrião, o saco vitelino e a alantóide, compondo então um revestimento epitelial para nova estrutura chamada cordão umbilical.

As três camadas germinativas diferenciam-se em vários tecidos e órgãos, de modo que, ao final do período embrionário, estejam estabelecidos os primórdios dos principais sistemas de órgãos. A aparência externa do embrião é muito afetada pela formação do encéfalo, coração, fígado, somitos, membros, ouvidos, nariz e olhos. Com o desenvolvimento das estruturas, a aparência do embrião vai se alterando, e estas peculiaridades caracterizam o embrião como inquestionavelmente humano.

Com os primórdios das estruturas internas e externas essenciais se formam durante o período embrionário, a fase compreendia entre a quarta e a oitava semana constitui o período mais crítico do desenvolvimento. Distúrbios do desenvolvimento nesta altura podem originar grandes malformações congênitas no embrião. 


D
A NONA SEMANA ATÉ O NASCIMENTO

O PERÍODO FETAL

O período fetal, que começa nove semanas após a fertilização e termina com o nascimento, caracteriza-se pelo rápido crescimento corporal e diferenciação dos tecidos e órgãos. Uma mudança obvia é a diminuição relativa da velocidade de crescimento da cabeça, em comparação com o resto do corpo. No início da vigésima semana aparece o lanugo e o cabelo, e a pele é recoberta pela vernix caseosa. As pálpebras permanecem fechadas na maior parte do período fetal, mas começam a se abrir por volta da vigésima sexta semana. Até então, o feto é usualmente incapaz de sobreviver fora do útero principalmente por causa da imaturidade do seu sistema respiratório.


25ª semana de gestação

Até cerca da trigésima semana, o feto tem aparência avermelhada e enrugada por causa de sua pele fina e da relativa ausência de gordura subcutânea. Em geral, a gordura se forma rapidamente ao longo das últimas seis a oito semanas, dando ao feto um aspecto liso e rechonchudo. Esse período final (“de acabamento”) é dedicado principalmente à formação dos tecidos e à preparação dos sistemas envolvidos na transição do meio intra-uterino para o extra-uterino, particularmente o sistema respiratório e cardiovascular. Fetos prematuros nascidos entre a vigésima sexta e a trigésima sexta semana em geral sobrevivem, mas fetos a termo têm maiores chances de sobrevivência.

As alterações que ocorrem no período fetal não são dramáticas quanto as do período embrionário, mas são muito importantes. O feto é menos vulnerável aos efeitos teratogênicos das drogas, vírus e radiação, mas estes fatores podem interferir com o desenvolvimento funcional normal, sobretudo do cérebro e dos olhos.

Existem várias técnicas disponíveis para avaliar as condições do feto e para diagnosticar certas moléstias antes do parto e anormalidades do desenvolvimento. Hoje em dia o médico pode determinar se um feto possui ou não certa doença ou uma malformação congênita, utilizando, por exemplo, a amniocentese e a ultra-sonografia. O diagnóstico pré-natal pode ser realizado cedo o bastante para permitir o aborto seletivo de um feto defeituoso, se esta for a decisão da mãe e se o procedimento for legal; por exemplo quando forem diagnosticadas anomalias sérias, incompatíveis com a vida pós-natal.



Escrito por Plinio Jaime 3° às 01h18
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        Reprodução Humana

É o processo pelo qual se torna possível a continuidade das espécies. Esta pode ser sexuada ou assexuada.
A reprodução assexuada ou vegetativa é aquela em que organismos vivos são capazes de se reproduzirem por si só, ou seja, não precisam do auxílio de outro indivíduo da mesma espécie.

Este processo pode ocorrer por divisão celular, por fragmentação ou por brotamento. A divisão celular ocorre nos seres unicelulares, quando uma célula deixa de existir, cedendo lugar a duas ou mais células.


Na fragmentação o organismo vivo divide-se em pedaços, e estas partes originam novos seres; isto ocorre em animais multicelulares (anêmonas-do-mar) e também com alguns vegetais, como, por exemplo, as algas. Já no brotamento são formados botões ou brotos em várias áreas do organismo, estes são capazes de se desenvolver dando origem a outros indivíduos completos.


Na espécie humana, a reprodução é sexuada, dependendo para tanto, da união de duas células: óvulo (feminino) e espermatozóide (masculino). Esse tipo de reprodução é o mais importante sob o ponto de vista evolutivo, pois reúne em um mesmo descendente (filho), fatores originários de dois indivíduos (pai e mãe).



Escrito por Plinio Jaime 3° às 01h12
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HOMENS E MULHERES Somos diferentes! As diferenças entre os corpos de homens e mulheres são chamadas de CARACTERES SEXUAIS. Primários Secundários Se referem aos órgãos sexuais. Se referem às características físicas de todo o corpo.


Quais são os caracteres sexuais primários? Os órgãos sexuais No terceiro mês de gestação já estão formados os caracteres sexuais primários. Utilizando o ultrassom , é possível ver o bebê dentro da barriga da mamãe e descobrir o sexo dele. ultrassom


ORGÃOS SEXUAIS FEMININOS MASCULINOS ÚTERO TUBAS UTERINAS VAGINA OVÁRIOS PÊNIS PUDENDO DUCTOS DEFERENTES TESTÍCULOS URETRA


Os caracteres sexuais secundários Características de todo o corpo: Barba bigode mamas


PUBERDADE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO? Minha voz está engrossando, meu bigode está crescendo ... Estou ficando diferente! Meu corpo está diferente. Puberdade é a transição entre a infância e a vida adulta. O início da puberdade é o início da adolescência.


Na puberdade, aparecem os caracteres sexuais secundários. Mudanças no corpo das meninas Os quadris se alargam e ficam arredondados. As mamas começam a crescer. Ocorre a primeira menstruação. Surgem pelos na região pubiana e nas axílas.


Na puberdade, aparecem os caracteres sexuais secundários. A voz do menino fica mais aguda. A pele fica mais oleosa e podem aparecer espinhas. Começa a produção de espermatozóides. Surgem pelos mais grossos na região pubiana e no rosto (barba e bigode!) Mudanças no corpo dos meninos


PUBERDADE A puberdade prepara o corpo humano para a reprodução. Os hormônios sexuais são responsáveis pelas mudanças que ocorrem no corpo dos meninos e meninas.

A Fecundação O óvulo é a célula reprodutiva feminina. Ele é produzido no ovário. Na puberdade, o óvulo ...s ai do ovário Passa pela tuba uterina... e chega no útero!


A FECUNDAÇÃO QUANDO O ESPERMATOZOIDE, A CELULA REPRODUTORA MASCULINA, CHEGA AO ENCONTRO DO ÓVULO, OCORRE A FECUNDAÇÃO! O ÓVULO FECUNDADO VIRA UM EMBRIÃO. Que vira um bebê!


Nasce um novo ser! O período que o bebê passa na barriga da mamãe chama-se GESTAÇÃO. O bebê fica protegido dentro de uma bolsa cheia de LÍQUIDO AMNIÓTICO. Ele possui um CORDÃO UMBILICAL que o conecta a PLACENTA da mãe. A placenta fornece oxigênio e nutrientes ao bebê.


O Nascimento do bebê: O PARTO QUANDO O BEBÊ NASCE, O CORDÂO UMBILICAL É CORTADO. O BEBÊ COMEÇA A RESPIRAR SOZINHO E PODE RECEBER O LEITE MATERNO. O médico retira a placenta da mãe após o parto.

O Milagre da vida! O espermatozóide e o óvulo se encontram e ocorre a fecundação. FECUNDAÇÃO EMBRIÃO FETO BEBÊ Depois o bebê vira criança. A criança passa pela puberdade e vira adolescente... Que vira adulto e depois idoso!



Escrito por Plinio Jaime 3° às 01h10
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Reprodução

Podemos definir reprodução de várias maneiras distintas. Entre as definições temos:

• É a capacidade que têm os seres vivos de , ao atingirem certo estágio de desenvolvimento originar outros semelhantes.
• Processo pelo qual os seres vivos perpetuam suas espécies através do tempo e do espaço, produzindo outros seres semelhantes a si mesmo.

Os seres vivos apresentam vários tipos de reprodução, mas todos esses tipos podem ser agrupados em duas grandes categorias: a reprodução assexuada e reprodução sexuada.

1. Reprodução Assexuada ou Agâmica

Esta reprodução é individual e sem a participação de gametas. Esse processo leva à formação de descendentes geneticamente iguais entre si e aos seus ancestrais, formando o que podemos chamar clone.
A reprodução assexuada não permite a recombinação genética nem a variabilidade da espécie. Todos os indivíduos de uma linhagem são idênticos entre si.
A reprodução assexuada compreende basicamente a divisão binária e a divisão múltipla.

 

a) Divisão binária ou bipartição ou cissiparidade
Neste processo, a célula que constitui o corpo do indivíduo se divide por mitose em outras duas idênticas. Este mecanismo ocorre tanto com os seres procariontes como os eucariontes.
Exemplos: protozoários e bactérias

 

b) Divisão múltipla
Consiste na segmentação do corpo do indivíduo, originando diversos segmentos com capacidade de formar novos indivíduos completos. Ela compreende alguns processos distintos, como a gemulação, a esporulação, a esquizogamia.

A gemulação, também chamada de gemiparidade ou brotamento, é uma forma que pode ser observada nos unicelulares e pluricelulares. Caracteriza-se pelo aparecimento de brotos ou gemas, que surgem e crescem ligados ao organismo inicial e que podem, ou não, dele se desprender em certa época da vida.
Exemplos. Celenterado (hydra), porífero e fungos unicelulares.

A esporulação ocorre a partir de células especiais chamadas esporos. Que diferem dos gamestas pela sua capacidade de “germinação”, reproduzindo-se através de mitoses até originar indivíduos completos.. Alguns esporos são móveis, pela presença de flagelos (zoósporo) ou imóveis (aplanósporos).
Ex. Algumas bactérias e fungos.

A esquizogamia é uma forma de reprodução comum aos protozoários esporozoários, como o Plasmodium malariae. caracteriza-se pela fragmentação do núcleo da célula. Cada um desses fragmentos cerca-se de uma porção de citoplasma e membrana, formando esporos que darão origem a novos indivíduos.

 

1. Reprodução Sexuada ou Gâmica
O que caracteriza a reprodução sexuada é sua ocorrência à custa de células especialmente formada para a finalidade reprodutiva, chamados gametas. Essas células são produzidas por órgãos especiais denominados como gônadas. Esta reprodução permite uma variabilidade das espécies, pois há recombinação genética.
Basicamente, podemos distinguir dois mecanismos: a conjugação e a fecundação.

a) Conjugação
Nesta reprodução não há propriamente a formação de gametas, nem existem gônadas, mas há uma troca de material genético entre as células, promovendo em cada uma dela uma recombinação genética. Após esta troca, as células separam-se, e cada qual dará origem a novos seres.
Exemplos. Algumas bactérias e protozoário (paramecium).

b) Fecundação
É a forma mais típica e evoluída de reprodução sexuada. Consiste na união de dois gametas sexualmente opostos, masculino e feminino, resultando o aparecimento da célula-ovo ou zigoto.
A fecundação constitui a única fonte adequada para a variação do organismo, pois em uma só célula, o zigoto, reúne o material hereditário de duas outras que determinam as características do novo ser.

 

Aspectos da Fecundação
a) Quanto aos aspectos morfológicos e fisiológicos dos gametas
- Isogamia: quando os gametas são morfofisiologicamente iguais. Ex. Algas biflageladas.

- Heterogamia: Gametas diferentes, quanto a função (heterogamia fisiológica) ou quanto a forma (heterogamia morefológica). Ex. Mamíferos

b) Quanto ao local da fecundação
- Externa: Ocorre no meio ambiente, mais particularmente na água. Neste caso há participam muitos gametas, para aumentar a chance do encontro casual entre eles, originando inúmeros zigotos, Ex. anfíbios, celenterados e peixes ósseos.

- Interna: Ocorre no interior do organismo materno, exigindo o ato sexual (coito ou cópula). Ex. Peixes cartilaginosos, répteis, aves e mamíferos.

Outras características da reprodução gâmica

a)A Partenogênese (parthenos = virgem, gênesis = origem)
Neste caso, o óvulo é capaz de entrar em desenvolvimento sem a participação do gameta masculino, ou seja, é a formação embrionária de um indivíduo a partir de um único gameta, o óvulo.
A partenogênese pode ser arrenótoca, quando os óvulos partenogenéticos originam apenas machos (abelhas = zangões) e telítoca, quando originam apenas fêmeas ( vermes aquáticos).

a)Pedogênese
Quando a partenogênese ocorre com a fêmea ainda imatura, isto é, ma fase de larva. Ex. alguns platelmintos (vermes) e moscas.

b)Neotenia
É a capacidade apresentada por determinadas larvas de alguns anfíbios em alcançarem a maturidade sexual mesmo neste estágio. Ex. salamandra.

c) Metagênese ou Alternância de Gerações
É a capacidade que tem alguns seres de alterarem durante o seu ciclo vital, a reprodução assexuada e sexuada.
Os celenterados, por exemplo possuem em uma fase de sua vida a reprodução assexuada , por brotamento. Essa nova geração quando adulta irá se reproduzir sexuadamente.

a) Monóicos ou Hermafroditas
São indivíduos que possuem gônadas masculinas e femininas. Ex. Minhocas.

b) Dimorfismo sexual
Nos animais unissexuados ou dióicos, isto é, que apresentam sexos separados, as diferenças entre macho e fêmeas podem não estar limitadas aos órgãos sexuais, mas estendem-se a caracteres morfológicos.
Exemplos: Nos insetos, as fêmeas são maiores que os machos.

c)Poliembrionia
É o desenvolvimento de vários embriões a partir de um único ovo.
Na espécie humana, os gêmeos univitelinos originam-se por esse fenômeno. Como essas crianças provêm do mesmo ovo, são idênticas, inclusive no sexo.



Escrito por Plinio Jaime 3° às 01h01
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Gametogênese

É o processo de formação dos gametas. Como são dois tipos de gametas, são dois processos distintos:
- Espermatogênese
- Ovogênese ou Ovulogênese

Espermatogênese

Formação dos espermatozóides. Inicia-se já durante o desenvolvimento embrionário.
Nos testículos do embrião, células diplóides denominadas células germinativas passam a sofrer sucessivas divisões mitóticas, dando origem a várias espermatogônias. A formação das espermatogônias é um processo lento até o homem atingir a puberdade, em seguida intensificado.
Na puberdade, algumas espermatogônias iniciam o processo de meiose, passando antes pelo período de crescimento, aumentando um pouco seu volume, denominando-se espermatócitos primários. Cada espermatócito passa pelo período de maturação , onde ocorre a meiose, formando os espermatocitos secundários,. Em seguida, ainda por meiose, formam-se as espermátides.

Em todo o mecanismo são quatro etapas:
- período germinativo
- período de crescimento
- período de maturação
- período de diferenciação ou espermiogênese

Período germinativo: as células são diplóides, sofrem sucessivas divisões celulares mitóticas, dando origem a grande número de espermatogônias, também diplóides.
Período de crescimento: cada espermatogônia torna-se maior e recebe o nome de espermatócito I ou espermatócito de primeira ordem.
Período de maturação: cada espermatócito sofre a meiose I, originando os espermatócito II ou de primeira ordem, que são haplóides; na divisão II da meiose, cada espermatócito II dará origem a espermátide, que também é haplóide.
Período de diferenciação: diferenciação das espermátides em espermatozóides.

O espermatozóide humano pode ser dividido em três regiões: a cabeça, peça intermediária e cauda. Na cabeça situam-se o núcleo e o capúz acrossômico. Este capuz é uma transformação do complexo de Golgi, onde estão as enzimas que irão digerir a membrana do óvulo, na fecundação. A peça intermediária apresenta muitas mitocôndrias, para liberação de energia necessária a movimentação do flagelo.

 

Ovogênese ou Ovulogênese

A formação dos óvulos, inicia-se durante o desenvolvimento embrionário da mulher, a partir de células germinativas localizadas nos ovários.
Processa-se em três etapas:
- período germinativo
- período de crescimento
- período de maturação

Período germinativo - termina na vida intra-uterina ou completa-se logo após o nascimento. Logo, a mulher quando nasce, já tem suas oogônias formadas.
Período de crescimento - as oogônias aumentam muito de tamanho, originando ovócito I, devido a síntese de vitelo ou deutoplasma, substância orgânica que irá nutrir o embrião.
Período de maturação - tanto na meiose I como na meiose II, formam-se células com tamanhos diferentes. As células menores são os glóbulos polares e não funcionais, degenerando-se.
O óvulo é uma célula imóvel e muito maior que o espermatozóide. No seu citoplasma encontramos o vitelo.
A quantidade de vitelo é variável nos diferentes óvulos, varia também a localização em relação ao seu citoplasma e ao núcleo. Esses dois caracteres permitem classificar os óvulos em diversos tipos:

Alécito: pouco vitelo, homogeneamente no citoplasma, com perda a seguir. Ex.: mamíferos.
Isolécito ou oligolécito: possui pouco vitelo, homegeniamente distribuído no citoplasma.
Ex.: Equinodermos e cefalocordados (anfioxo)

Heterolécito: Muito vitelo. Distinção entre o pólo animal que contém o núcleo, e o pólo vegetal, que contém o vitelo. Ex.: Peixes (alguns) e anfíbios.

Telolécito: Óvulos grandes, com muito vitelo no pólo vegetativo. Nítida separação entre o citoplasma e o vitelo, no pólo animal. Ex.: Peixes (alguns), répteis e aves.

Centrolécito: Vitelo ocupa praticamente toda a célula e não se mistura ao citoplasma, que é reduzido a uma pequena região na periferia da célula e junto ao núcleo. Ex. Insetos.

 



O Desenvolvimento do Embrião

1. Fertilização

Depois da ovulação, o óvulo (ovócito II) cai na trompa de Falópio e passa lentamente para o útero. A fertilização (fecundação) ocorre na trompa de Falópio, sendo o ovócito II penetrado, geralmente, por um único espermatozóide. Cada célula humana, com exceção do óvulo e do espermatozóide transporta 46 cromossomos, encontrados aos pares, sendo 22 pares de cromossomos somáticos (autossômicos) e um par de cromossomos sexuais (alossomos). Já os gametas (masculino e feminino), contém a metade do número total, ou seja, 23 cromossomos individualizados, sendo 22 somáticos e 1 sexual. O cromossomo sexual no espermatozóide pode ser do tipo X ou Y, o óvulo apenas X.

Nas células somáticas, podemos representar os cromossomos por:
• No homem: 44 A + XY
• Na mulher: 44 A + XX

Nas células reprodutoras, podemos representar os cromossomos por:
• No homem: 22 A + X ou 22 A + Y
• Na mulher: 22 A + X

O cromossomo Y é exclusivo do sexo masculino. Logo, determina o sexo do indivíduo.
Exemplo. Fêmea + Macho
AX + AX = 2AXX
AX + AY = 2AXY

2. Segmentação

A segmentação consiste em uma série de divisões do ovo, através de mitose. Inicialmente o ovo se divide em duas células, as duas em quatro e assim sucessivamente até atingir uma média de 32 células embrionárias, constituindo uma figura com aspecto de uma amora denominada mórula, por volta de 3 a 4 dias.
As células que resultam das divisões do ovo, denominam-se blastômeros.
Na formação da mórula, as células se multiplicam sem que haja prévio aumento do volume, assim elas se tornam menores a cada divisão.
A mórula desce pela trompa de Falópio e vai absorvendo líquido. A medida que os líquidos penetram no interior da mórula, aumenta a pressão interna, fazendo com que os blastômeros sejam deslocados para a periferia. Dessa maneira, transformando-se progressivamente em blastocistos.


O blastocistos apresenta uma camada envoltora de células, denominadas trofoblastos e uma cavidade central chamada blastocele.
O trofoblasto sustenta em um dos pólos um amontoado de blastômeros, que é o embrioblasto. O trofoblasto deverá originar a placenta. O embrião e demais anexos embrionários se originarão a partir do embrioblasto.

Ao chegar a cavidade uterina, o blastocisto encontra o endométrio aumentado de espessura por ação do estrógeno e progesterona produzidos pelos ovários.
O trofoblasto, então segrega e elimina enzimas proteolíticas que degerem uma pequena porção do endométrio, originando uma minúscula cavidade, onde penetra todo o blastocisto. Este fenômeno é conhecido como nidação do ovo (castelhano = ninho). Este fato ocorre de quatro a seis dias após a fecundação. Em seguida, o endométrio se cicatriza por cima do blatocisto, deixando-o embutido na sua estrutura. Por proliferação, as células do trofoblasto vão formando cordões celulares que infiltram pelo endométrio, surgindo assim as vilosidades coriais, que posteriormente originarão a placenta.
No embrioblato, as células se organizam formando duas cavidades; a vesícula amniótica e a vesícula vitelínica. Entre essas cavidades, ficam duas camadas de células: o ectoderme e o endoderme, que juntas formam o disco embrionário. O disco embrionário (ecto + endo) começa a recurvar os seus bordos e vai tomando a forma de um balão. As células do ectoderme proliferam mais rapidamente do que as do endoderme, formando assim uma estrutura chamada gástrula. Este mecanismo é denominado de epibolia.


Ectoderme e endoderme são os dois primeiros folhetos embrionários a serem formados. A partir do ectoderme, surgirá o terceiro folheto embrionário, o mesoderme.
O mesoderme surge por proliferação rápida das células do ectoderme, através do aprofundamento do sulco embrionário primitivo, que mergulha seus bordos entre ectoderme e endoderme. Com a formação do terceiro folheto, a gástrula é chamada de tridérmica.
Na parte superior da ectoderme surge um sulco longitudinal atingindo apenas o ectoderme, formando o tubo neural. A gástrula neste ponto denomina-se nêurula.
Formada a gástrula tridérmica, ela já se encontra dotada de celoma (cavidade, espécie de bolsa) , que limita-se por duas lâminas mesodérmicas.
A gástrula é dotada de tubo neural (dará origem ao sistema nervoso), notocorda (será substituída pela coluna vertebral) e arquêntero (dará origem ao intestino).
A esta altura, as células estão em intenso processo de diferenciação celular. Com essa diferenciação, vão surgindo os tecidos embrionários, a partir dos três folhetos iniciais. Desses tecidos embrionários, resultarão os tecidos definitivos que formarão os órgãos e todas as partes do corpo. Esta diferenciação por ocorrer muito cedo, é um fato importante, porque uma lesão neste estágio pode ter conseqüências graves mais tarde.
Entre os tecidos embrionários, temos o mesênquima, originado do mesoderme.
O mesênquima dará origem a todos os tecidos conjuntivos e ao tecido muscular.
Pela diferenciação celular na gástrula, tem início a histogênese (formação dos tecidos) e, depois a organogênese (formação dos órgãos e demais partes do corpo).

Com aproximadamente duas semanas e 1,5 milímetro de diâmetro, o embrião iniciou a gastrulação. A neurulação ocorreu na 4ª semana. Após o final do primeiro mês de gestação, o embrião mede cerca de 5,0 milímetros de comprimento, o coração já se formou. Formam-se os braços e pernas. Após o segundo mês de gestação, o embrião mede cerca de 2,5 centímetros e praticamente toda a organogênese já terminou.
A partir do final do segundo mês de gestação o embrião é referido como feto, havendo, até o nascimento, crescimento e desenvolvimento do indivíduo em formação.

O homem é um ser triblástico, pois tem origem a partir de três folhetos embrionários:
a)Ectoderme: epiderme e seus fâneros, mucosa da boca, nariz e ânus, sistema nervoso.
b)Endoderme: tubo digestivo, glândulas anexas ao tubo digestivo, mucosas, sistema digestivo e urinário.
c)Mesoderme: derme, serosas, tecidos conjuntivos, músculos e sistema circulatório.




Escrito por Plinio Jaime 3° às 00h59
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